15/06/2026

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Porto de São Sebastião pode abrigar primeira base offshore do estado

O Porto de São Sebastião poderá receber a primeira base offshore do estado de São Paulo, estrutura estratégica que dá suporte às plataformas de petróleo em alto-mar. A proposta está em fase de análise técnica pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e tem como foco apoiar as operações na porção paulista da Bacia de Santos, onde estão localizadas importantes reservas de petróleo e gás natural.

De acordo com Ernesto Sampaio, diretor-presidente da Companhia Docas de São Sebastião, a proximidade entre a costa paulista e as plataformas torna a iniciativa essencial para reduzir custos e aumentar a eficiência logística.

“Hoje, as plataformas que operam em São Paulo são atendidas por bases localizadas no estado do Rio de Janeiro, que já trabalham no limite da capacidade. Essa distância encarece e dificulta as operações”, explicou Sampaio.

Segundo ele, algumas plataformas estão a cerca de 300 quilômetros da costa e demandam transporte constante de insumos, alimentação, água e equipes. “A base offshore também é fundamental para a manutenção e eventuais reparos nas plataformas. Em caso de falhas nos equipamentos, a agilidade no envio de suprimentos pode evitar prejuízos maiores com paralisações”, completou.

O projeto está sendo analisado com base em um estudo técnico feito por uma consultoria especializada, que avaliou aspectos como infraestrutura, logística, viabilidade econômica, riscos e impactos. Após a aprovação pela Semil, a proposta ainda passará pelo crivo do Ministério de Portos e Aeroportos, por consulta pública e posterior leilão, que definirá a empresa responsável pela implantação.

A estimativa é de que a estrutura esteja em funcionamento em até três anos. No entanto, a administração portuária acredita que esse prazo possa ser encurtado. “Diferente de outros casos, já temos definida a área destinada à base. Ela é específica para operações com navios de apoio e não tem outra vocação. Isso deve agilizar o processo”, destacou o diretor.

Ainda segundo Sampaio, os estudos ambientais não apontaram impactos relevantes, o que também pode contribuir para a celeridade da implantação. “Nosso entendimento é de que se trata de uma operação limpa, com impacto ambiental praticamente nulo. A expectativa é de que todo o processo ocorra de forma rápida e eficiente.”

Jornalismo Rock News

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