A Travessia de Balsa entre Ilhabela e São Sebastião em crise
A crise na travessia entre Ilhabela e São Sebastião deixou de ser um transtorno pontual e se consolidou como um problema estrutural grave, que afeta diretamente a vida de milhares de pessoas no Litoral Norte.
A rotina de atrasos, filas extensas e falta de previsibilidade revela falhas persistentes na gestão de um serviço que é essencial para a mobilidade, o trabalho e o acesso à saúde da população. Não se trata apenas de desconforto: há impactos reais e recorrentes no cotidiano. Profissionais chegam atrasados a plantões, pacientes perdem consultas e estudantes têm sua rotina comprometida.
O cenário se agrava quando atinge a área da saúde. A travessia não tem garantido prioridade adequada nem mesmo para ambulâncias e pacientes em situação delicada. Casos de pessoas que dependem de tratamentos contínuos, como hemodiálise, evidenciam o risco direto que essa desorganização representa. Nesses casos, o atraso deixa de ser um incômodo e passa a ser uma ameaça à vida.
A ausência de um sistema eficiente de priorização, somada à falta de organização operacional, expõe uma fragilidade inadmissível em um serviço público indispensável. A travessia deveria operar com regularidade, planejamento e respeito ao cidadão — requisitos básicos que hoje não estão sendo cumpridos.
Diante disso, cresce a pressão sobre os órgãos responsáveis, como o Governo do Estado de São Paulo, a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo e o Departamento Hidroviário. A cobrança é por medidas imediatas e eficazes que garantam fluidez, previsibilidade e prioridade para casos essenciais.

