Decisão da Justiça causa revolta e indignação
A decisão da Justiça que que não aceitou o pedido de prisão do homem que confessou a polícia a morte da jovem Sarah Picolotto dos Santos Grego, de 20 anos, que passava o fim de semana em Ubatuba gerou revolta. Ela foi encontrada morta depois de intenso trabalho de investigação da SIG (Setor de Investigações Gerais), da Polícia Civil.
A autoridade responsável pelo caso representou à Justiça pela prisão do jovem. O Ministério Público concordou com o pedido de prisão, mas a Justiça que recebeu o relatório da polícia negou o pedido de prisão. O Ministério Público disse que vai recorrer da decisão.
O Instituto Todas Por Uma, que é um instituto defesa das mulheres divulgou nota de repúdio nas redes sociais.
“É com profunda indignação que o Instituto Todas por Uma se manifesta diante da liberação, no mesmo dia, do autor confesso de um crime brutal ocorrido no bairro Rio Escuro, em Ubatuba. Apesar do trabalho rápido e eficiente da Polícia Civil e SIG , que elucidou o caso em menos de 24 horas, e mesmo com o parecer favorável do Ministério Público pela prisão, o Poder Judiciário optou por soltar o acusado. Isso é inadmissível!
Trata-se de um crime de extrema gravidade. Além de confessar o homicídio de uma mulher em situação de vulnerabilidade, há registros em vídeo que indicam possível violência sexual coletiva, envolvendo cinco homens. As investigações seguem apurando a natureza dos atos cometidos, incluindo a suspeita de estupro de vulnerável, já que a vítima estava sob efeito de álcool. A liberação imediata do suspeito representa não apenas um retrocesso, mas um grave sinal de negligência com a vida das mulheres. Mais uma vez, vemos o sistema falhar em protegê-las e punir os responsáveis. Esse caso escancara uma estrutura que não garante justiça para as vítimas, mas que, repetidamente, permite que a impunidade prevaleça. Basta!
Não vamos nos calar! A justiça será feita, doa a quem doer”.

